O Amor Não Busca Seus Próprios Interesses


O outro me incomoda ou me completa? Os defeitos do outro me fazem crescer ou me tiram a paz? 

Vivemos em um mundo cheio de facilidade e isso faz com que as famílias queiram também trazer essa facilidade para os relacionamentos. 

Criamos um modelo de esposo (a), que vai saciar todas as minhas vontades, isso é cômodo e o que não me incomoda não me faz crescer. Exigir do outro um crescimento é necessário, mas exigir que ele cresça ao ponto de satisfazer todos os meus anseios é atestar que ele não me completa e não me faz feliz na sua forma original. 

Amar o outro é sair de mim mesmo e entender que essa complementariedade, me leva à santidade, pois é assim que Deus me ama. Jesus nos diz:  Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? ” Mt 5, 46 

As relações precisam nos santificar, mas o que vemos são famílias se destruindo porque o outro não atende as minhas necessidades. Vejamos que Jesus precisou também passar por esse processo de amar e aceitar o outro, esse processo também foi doloroso. Amar Pedro depois da negação, exigiu de Jesus morrer para seus sentimentos e não parar na dor. 

Cuidado! Exigir do outro o crescimento que satisfaz os meus desejos pode não ser amor e sim egoísmo. O amor ama mesmo quando o outro não atinge as minhas expectativas, ama mesmo quando me envergonha, quando me decepciona.

 Não se esqueça: “o amor não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. ” I Cor 13, 5b-7 

 

 Poliana Regiane
Consagrada Comunidade Atos

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